Em convênio celebrado com a CBH - Confederação Brasileira de Hipismo www.cbh-hipismo.com.br, a Fundação Rancho GG foi nomeada órgão de classificação e qualificação dos atletas paraolimpicos para os jogos eqüestres a nível nacional e por registro no IPEC (Confederação Internacional Eqüestre paraolimpico) a nível internacional.
As normas para classificação e qualificação foram divulgadas durante a 3ªEquestre que se realizou de 20 a 23 de setembro de 2001 no EXPO MART em São Paulo.
Sendo esta a primeira vez que o Brasil se candidata a participar desta modalidade esportiva estamos lavramos um marco histórico e ficaríamos felizes em compartilhar com todos.
Estas normas estão sendo enviadas para os Centros de Equoterapia devidamente credenciados pela ANDE-BRASIL e entidades hípicas confederadas. Estamos aguardando a inscrição de muitos ginetes candidatos a representar o Brasil internacionalmente.
A próxima participação de nossos cavaleiros está prevista para dezembro durante o campeonato sul americano de salto e adestramento que se realizará na Sociedade Hípica Paulista em São Paulo.

   
 

TROFÉU EFICIÊNCIA

A estatueta que faz a premiação anual da Federação Paulista de Hipismo, criada pôr Graça Dolores, com o nome de “Amazonas” tem o significado de um “Oscar” do hipismo. São premiados os cavaleiros e equipes que, durante todo o ano, mostraram uma linearidade de resultados, comparecendo em todas as competições da modalidade.

Graça Dolores, artista plástica, falecida em 1995, deixou como legado inúmeras obras, em bronze, sempre ligadas ao tema hípico. É consagrada em todo o mundo onde suas obras são disputadas em leilões. Seus filhos, dando continuidade, criaram a Bronze Horse Ltda, que desde 1999 faz a premiação com a estatueta “Amazonas” dos melhores cavaleiros durante a festa do “Troféu Eficiência”. 

Na foto, a presidente da Fundação Rancho GG ladeada pelo campeão paulista Daniel Loeb, vice campeão paulista Dante Rodrigues, campeã iniciantes Debora Oliveira e equipe técnica

Pelo terceiro ano consecutivo, desde que a equitação especial foi admitida nesta premiação, os cavaleiros da FUNDAÇÃO RANCHO GG, de Ibiúna, tem arrebatado o troféu nas modalidades “reprise individual”, “ estilo livre”, “adestramento paraolimpico” e “equipes”. A competência de nossos atletas tem servido de inspiração e novas equipes vem surgindo no Estado de São Paulo. Ter ídolos ao alcance da realidade é fundamental para os portadores de deficiência que a todo momento se espelham no exemplo de perseverança e coragem.

Na festa de entrega dos troféus, realizada dia 17 de fevereiro de 2006 , nas dependências do CLUBE HÍPICO DE SANTO AMARO a coragem e garra de nossos cavaleiros teve sua justa recompensa nos aplausos calorosos de toda comunidade hípica.

 

 

Diretoria de Equitação Especial da CBH e FPH

Internacionalmente, a equitação já é considerado esporte de reabilitação e integração social pela sua capacidade de unir pessoas com necessidades especiais e cavaleiros comuns dentro de uma mesma atmosfera esportiva e competitiva.
O Brasil acaba de se igualar com os países já participantes deste conceito de integração com a criação pela CBH (Confederação Brasileira de Hipismo) da Diretoria de Equitação Especial para a qual foi convidada a Dra. Gabriele Walter, coordenadora técnica do comitê paraolimpico nacional e presidente da Fundação Rancho GG, de Ibiúna. Ao assumir o cargo e, por convite da nova presidência da FPH, criou esta mesma diretoria na Federação Paulista.
Como primeira medida marcou para o dia 08 de março de 2002 , no Clube Hípico de Santo Amaro, na Capital, abrindo o calendário do hipismo paulista, uma palestra dirigida a todos clubes hípicos brasileiros (dirigentes, juizes, diretores de escolas de equitação e demais interessados, versando sobre a inclusão do para-altleta nos referidos clubes, normas e regas para campeonatos específicos para os portadores de necessidades especiais e adequação das instalações para receber estes novos atletas. Assumindo como realidade a afirmação que o esporte é para todos Gabriele espera obter o apoio dos dirigentes e autoridades. Convidamos todos interessados a comparecer à palestra. O ingresso é gratuito. Será a primeira palestra, de muitas, visando o esclarecimento a respeito do assunto. Mantenha-se informado sobre as datas de palestra acessando nossa agenda. 

A equitação é um dos poucos esportes onde há uma integração por igual entre PPD e atletas convencionais. Com isso acontece uma redução de tratamentos especiais que visam um aumento da qualidade de vida.

Não há registros de acidentes graves pois este esporte exige cuidados especiais quanto aos equipamentos, seleção e treino dos cavalos e capacitação dos instrutores. O atleta é sempre encaminhado ao esporte através da equoterapia aonde ele toma o contato com o cavalo e é feito um julgamento realista das reais capacidades do indivíduo. 
A equitação já é classificada como esporte de reabilitação e desde 1996 é esporte integrante das paraolimpiadas.
Para uma pessoa com limitações físicas, que já domina as habilidades eqüestres básicas, o adestramento fornece um desafio e interesse contínuo e a oportunidade de competir até mesmo com seus colegas sem limitações físicas.
Os cavaleiros são classificados, de acorde com suas limitações físicas, em quatro níveis. Esta classificação é feita por parâmetros internacionais da I.P.E.C., por pessoal técnico credenciado. O polo de classificação no Brasil fica na Fundação Rancho GG , Ibiúna, SP. 
As paraolimpiadas seguem a mesma filosofia das olimpíadas, ou seja, o melhor vence. Para que o julgamento seja adequado a I.P.E.C. oferece cursos para juizes e classificadores.
Grande parte da diversão de competir está na preparação e antecipação. Preparar-se e preparar o cavalo, ensaiar as reprises, classificar-se em competições locais fornecem uma adrenalina imperdível. 
É importante lembrar que o cavaleiro não é julgado por seu esforço físico ou mental mas sim pelo resultado que este esforço produz na performance do cavalo.
As regras seguidas nas paraolimpiadas são as da F.E.I e ratificadas pela I.P.E.C.